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Serviço Geológico do Brasil inicia o 1º Mapeamento Geológico Sistemático de Fernando de Noronha

O projeto conta com o apoio do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) de Fernando de Noronha.


Fotos: Giselle Vasconcelos


O Serviço Geológico do Brasil (SGB), empresa pública vinculada ao Ministério de Minas e Energia do Governo Federal, deu início ao projeto do primeiro mapeamento geológico sistemático do Arquipélago de Fernando de Noronha, em escala de 1:25.000. As atividades de campo começaram no dia 2 e se estenderão até o dia 12 de julho.


As pesquisadoras do SGB estão realizando a caracterização das rochas nos principais atrativos da área do Parque Nacional Marinho de Fernando de Noronha e da Área de Proteção Ambiental (APA). O projeto, desenvolvido pela Diretoria de Geologia e Recursos Minerais, conta com a participação da Gerência de Geologia e Recursos Minerais da Superintendência de Recife e o apoio do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) de Fernando de Noronha.


“O Serviço Geológico do Brasil tem a função de fornecer o mapa geológico das diversas regiões do país. A intenção do mapeamento é que a gente reconheça e descreva de forma clara e objetiva as rochas que existem aqui na ilha”, explicou Priscilla Fernandes, pesquisadora em geociência do SGB e líder do projeto.


O último mapa geológico de Fernando de Noronha foi publicado em 1955 pelo professor Fernando Flávio Marques de Almeida, uma referência em geologia. Desde então, quase setenta anos se passaram. Os novos estudos utilizarão recursos tecnológicos para atualizar as informações geológicas e cartográficas, especialmente em relação ao vulcanismo da ilha.


“Ao longo do tempo, a cartografia geológica do arquipélago ficou desatualizada, principalmente quanto a classificação das diversas rochas. Hoje, podemos contar com novas tecnologias analíticas na elaboração do mapa com nomenclaturas padronizadas, facilitando uma conversa mais homogênea entre a sociedade e a ciência”, explicou Carolina Reis, pesquisadora do SGB.


As rochas de Fernando de Noronha possuem características únicas, algumas originárias do manto da Terra, conforme destacou Silvana Barros, outra pesquisadora do SGB. “Com esses dados os pesquisadores poderão correlacionar com outros bancos de dados na comunidade geológica internacional E servir de base para pesquisas futuras”, completou.


Nesta fase do projeto, a equipe está focada nas principais trilhas e praias do arquipélago. “O projeto tem duração de três anos. A publicação deve ser feita no final de 2025, com uma nota explicativa contendo todas as informações em 2026”, concluiu Priscilla Fernandes.




Por Giselle Vasconcelos - comunicação ICMBio Noronha






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