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ICMBio realiza oficina para elaboração do Plano de Uso Público do Parque Nacional Marinho

Junto a representantes da comunidade ilhéu,  analistas do órgão coordenaram uma oficina de 3 dias que repensou diretrizes e prioridades para o planejamento da visitação no Parque pelos próximos 10 anos


Foto: Mariana Macedo Botão


O ICMBio Noronha realizou de 6 a 8 deste mês uma oficina que faz parte da elaboração do Plano de Uso Público do Parque Nacional Marinho (PUP). Apesar do Parque já possuir instrumentos normativos e operacionais como o Plano de Manejo e o Protocolo Operacional da Visitação (PROV), assim como um alto grau de estruturação de seus atrativos, o PUP é visto como essencial para o avanço da gestão na unidade de conservação, porque planeja a visitação pelos próximos 10 anos.


Participaram da oficina representantes da comunidade no Conselho Consultivo APA / Parque como as associações de barqueiros, operadores de mergulho, empresas de receptivos, assembleia de moradores, além da equipe e centro de pesquisa do ICMBio e projetos ambientais como a Fundação Tamar, Projeto Golfinho Rotador e o Instituto Ambiental de Fernando de Noronha. 


A chefe do ICMBio Noronha, Lílian Hangae, ressaltou a experiência dos participantes na gestão do Parque e a clareza dessas pessoas da comunidade, que reconhecem a importância da unidade como garantidora da sustentabilidade de toda a Ilha. Um dos participantes da comunidade pela Associação de Receptivos, Antônio Gomes, destacou o seu contentamento com a reunião e reforçou a ideia de alinhamento: “eu percebi que o ICMBio começou a ver que nós queremos a mesma coisa. Essa percepção é bastante importante, porque isso só vai dar certo se nós tivermos o mesmo olhar.” 


Diversos componentes do PUP foram desenvolvidos durante a oficina, como a matriz de oportunidades e desafios, a visão de futuro, o Rol de Oportunidades da Visitação – Rovuc, as diretrizes e as ações estratégicas do Parque.  A visão de futuro para a visitação no Parque até 2033 é:


“Por meio da força natural insular, suas histórias, paisagens incríveis e poéticas, o Parque Nacional Marinho de Fernando de Noronha conecta as pessoas com a biodiversidade e a comunidade noronhense garantindo a sustentabilidade e promovendo imersão e felicidade com a diversidade de experiências transformadoras, hospitalidade, acessibilidade, segurança e conservação a natureza”


Entre as diretrizes estudadas e definidas pelo grupo durante a oficina estão os itens: operação de mergulho autônomo e livre, passeio embarcado e mergulho rebocado, interpretação ambiental, infraestrutura de apoio à visitação, delegação de serviços e gestão de segurança, além das diretrizes gerais.


O PUP:

O Plano de Uso Público é um documento técnico e não normativo que orienta a gestão quanto à prioridade das ações que, após sua aprovação, passa a compor o portifólio de instrumentos do plano de manejo da unidade. Segundo Allan Crema, servidor da Coordenação de Planejamento e Estruturação do Uso Público e Ecoturismo – COEST/CGEUP e supervisor do processo de elaboração do PUP, “a elaboração desse documento é fundamental para aprimorar e modernizar a gestão do uso público frente as atuais metodologias institucionais, definir estratégias, diversificar as oportunidades e maximizar o potencial de visitação do parque”. 


Rafael Costa, analista ambiental do ICMBio Noronha e membro da equipe de planejamento do PUP explica que o plano traz dinamismo para continuar atendendo bem aos visitantes em termos de volume, perfil,  expectativas e manejo da visitação. "O planejamento é dinâmico, e permite que nos mantenhamos atualizados" - destaca o analista. 


O PUP busca a diversificação de experiências para atender às expectativas dos visitantes, cujo perfil mudou bastante nas últimas décadas, e desenvolver uma visitação de qualidade, com estratégias e estrutura para para lidar com aumento da visitação  e garantir a conservação da natureza. 


O Parque:

Atualmente o Parque Nacional Marinho de Fernando de Noronha conta com o Centro de Visitantes, Pontos de Informação e Controle, lojas e serviços de apoio, e uma variedade de trilhas e passeios que oferecem diversidade de experiências: Prístinas, naturais e seminaturais. Entre as trilhas - de curso longo, médio e curto – os atrativos com piscinas naturais seguem protocolo de visitação, limite de visitantes por grupos e regras ambientais. 


Fernando de Noronha e a reserva biológica do Atol das Rocas são considerados patrimônio natural da humanidade pela Unesco desde 2001. 


Para conferir detalhes de todos os atrativos e como agendar, acesse a página parnanoronha.com.br/visitante 



Confira a galeria de fotos:

Fotos: Clarissa Paiva







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