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Manejo do peixe-leão une Parques nacionais marinhos de Noronha e Abrolhos

Conhecer o projeto de manejo que já está em execução em Noronha é uma forma de

combater a dispersão da espécie.


Fotos: Mariana Macedo Botão


Como parte da estratégia de promover educação ambiental preventiva, servidores do ICMBio - Parque Nacional Marinho de Abrolhos participaram de um curso de capacitação com Clara Buck, mestra em Ecologia Marinha pela Universidade Federal Fluminense, bolsista-pesquisadora da Divisão de Manejo de Espécies Exóticas Invasoras (DIMEEI - ICMBio) e trabalha na elaboração e aplicação do Projeto de Manejo do peixe-leão em Fernando de Noronha, com apoio de João Victor Sulino da Silva, Engenheiro de Pesca, nativo e Bolsista GEF Pró-Espécies que fazem parte da equipe de pesquisa, manejo e monitoramento do ICMBio Noronha.


Nos dias 6 a 8 de dezembro, eles participaram de atividades teóricas e práticas. No primeiro momento com a palestra “Peixe-leão: tudo que você precisa saber", onde foram explanados aspectos da biologia, histórico da invasão em Noronha e no Brasil, perspectivas futuras, recursos de ciência cidadã e os impactos do peixe-leão para a biodiversidade marinha brasileira. Em seguida, a equipe testou o uso dos equipamentos de captura no ambiente aquático, com réplicas do peixe confeccionadas para o treinamento, realizado com mergulho autônomo. No dia seguinte, os servidores Josângela da Silva Jesus, Bárbara dos Santos Figueiredo, Erley Cruz de Jesus e Gilnilo de Almeida Manhaes, a bolsista GEF Pró Espécies Jessyca Luana Silva Teixeira e o condutor do Parque de Abrolhos Jhonatan Alcântara participaram da oficina para construção do recipiente de contenção.



Os Pterois volitans e Pterois miles ainda não foram identificados em Abrolhos, porém a analista Josângela da Silva, destaca a importância de agir preventivamente: “O Parque Nacional Marinho dos Abrolhos protege uma parte importante da região com a maior biodiversidade marinha do Brasil e do Atlântico Sul. O aumento de ocorrências do peixe-leão no Brasil, que chega cada vez mais perto do Parque, é uma preocupação que nos deixa em alerta e na obrigação de nos preparar. O Parque Nacional Marinho de Fernando de Noronha é um grande exemplo no manejo do peixe-leão, e a oportunidade de vir aprender aqui está sendo uma rica experiência. Desejamos não precisar utilizar esses conhecimentos, mas caso seja necessário, temos certeza que hoje estaremos muito mais bem preparados”.


Entretanto, tanto no Parque Nacional Marinho Fernando de Noronha quanto na Área de Proteção Ambiental, o plano de manejo já está em execução e o avanço da proliferação é preocupante. Atualmente, as empresas de mergulho são parceiras nas atividades de captura. Mais de 80 mergulhadores atuantes receberam curso teórico e prático, de capacitação sobre a espécie invasora, o que está ajudando a seguir com a identificação de pontos com maior número de indivíduos.


No dia 08 de dezembro, servidores de Noronha e Abrolhos participaram de um mergulho em pontos dentro do Parque e da APA, onde já haviam sido capturados indivíduos de peixes-leão. Com o apoio da empresa Sea Paradise, realizaram a captura de 14 peixes somente neste dia.



Em Noronha, o processo de educação ambiental sobre a Espécie Exótica Invasora (EEI) começou em 2019, com o Projeto Conservação Recifal, liderado pelo Dr. Pedro Pereira, antes do primeiro peixe ser registrado na ilha. Clara Buck ressalta: “Essa ação foi fundamental para a identificação do primeiro indivíduo. Após o primeiro aparecimento, tivemos a oportunidade de trazer o pesquisador Paulo, para capacitar tanto a equipe do ICMBIo quanto os mergulhadores locais.” Em outubro de 2021, com o biólogo Paulo Bertuol, gestor responsável pelo manejo do peixe-leão em Bonaire, no Caribe, esteve na Ilha para realizar treinamento de manejo para a equipe local. Desde então, periodicamente são ministrados cursos pela equipe do ICMBio para ampliar o conhecimento sobre riscos e como minimizar os impactos.


"A capacitação foi de grande aprendizado para mim. Espero poder passar tudo o que aprendi para minha comunidade. O intercâmbio foi uma forma de prevenção para avançarmos com as técnicas de manejo." Destaca Jhonatan Alcântara, condutor do Parque de Abrolhos.


São chamadas de “peixe-leão”, as espécies de peixes recifais pertencentes ao gênero Pterois (família Scorpaenidae). São consideradas exóticas, por serem originárias do Oceano Indo-Pacífico e espalharem-se por ações antrópicas. A maior fonte de preocupação acontece devido à sua natureza como predadores generalistas, habilidade de consumir uma grande quantidade de peixes nativos, podendo, potencialmente, resultar em um desequilíbrio do ecossistema local.




Confira o vídeo:

Vídeo: Mariana Macedo Botão




Por Mariana Macedo Botão - voluntária comunicação ICMBio Noronha




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